Este trabalho tem por objectivos analisar diferentes contributos teóricos
relativos a processos de aprendizagem e estabelecer as articulações entre
tais concepções e a prática docente no ensino superior. Tal discussão ganha
relevância no contexto das actuais reorganizações das universidades e de
suas práticas, cujas contradições põem em relevo a dimensão epistemológica
desse nível de ensino. Questiona-se, não apenas o que se aprende, mas
para que e, de modo especial, como se aprende, numa perspectiva em que
aprender e ensinar são relações indissociáveis. Neste sentido, o texto discute
contributos de abordagens interacionistas como a psicogenética de
Jean Piaget, a histórico-cultural de L. S. Vygotsky e a flexibilidade cognitiva
de Spiro. A partir destas teorizações são analisadas algumas estratégias
pedagógicas, nomeadamente o método de casos e as narrativas autobiográficas,
como possibilidades de construção compartilhada de significações em
contextos de interacção, mediação e complexidade, em que alunos e professores
têm condição de se constituirem como sujeitos numa perspectiva de
emancipação.
Autores
Lopes, Denise Maria de Carvalho
Vaz-Rebelo, Maria da Piedade Pessoa
Pessoa, Maria Teresa Ribeiro
Outros Autores
Universidade de Coimbra. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (ed. lit.)