A observação é um processo fundamental que não tem um fim em si mesmo,
mas que é subordinado ao serviço dos sujeitos e dos seus processos complexos
de atribuir inteligibilidade ao real, fornecendo os dados empíricos
necessários a posteriores análises críticas.
Iniciar a observação implica a organização de um projecto, de modo a realizar-
se com o conhecimento da realidade a que se refere (Estrela, 1992).
Apesar da importância do posicionamento em co-territorialidade, para os
iniciados em observação de classes, a técnica de observação naturalista é
mais acessível e prática. Esta define-se em quatro princípios: o Princípio
da não selectividade da observação; o Princípio da precisão da situação; o
Princípio da composição; e o Princípio da continuidade (Estrela, 1986, p. 49).
Considera-se que este treino de iniciação à observação de classes corresponde
fundamentalmente a um treino de observador, onde existe um plano
contingente às diversas variáveis intervenientes nas situações pedagógicas.
Autor
Dias, C. Melo
Outros Autores
Universidade de Coimbra. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (ed. lit.)
Palavras-chave
éducation,
analyse de la situation,
recherche,
observation,
educação,
análise da situação,
investigação,
observação,
education,
situation analysis,
research